Vaga para bolsa de extensão

O Centro Cultural UFMG está com uma vaga disponível para bolsista na áreas de história, história da arte e áreas afins.
Pesquisa e análise de fontes textuais e iconográficas.
Podem se candidatar estudantes a partir do segundo período dos cursos mencionados.
Valor da bolsa: 400 reais
Bolsa restrita a alunos dos cursos da UFMG.
 
enviar currículo até dia 5 de novembro.
 
vivas@rodrigovivas.com
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Trabalho Final

Guia para o trabalho final:

1) Escolha uma das obras abaixo;

2) Faça a descrição da obra considerando as possibilidades oferecidas pelo texto – Da Narrativa Comum à História da Arte Acadêmica. É necessário lembrar que não será possível fazer uma descrição no espaço onde a obra está instalada;

3) Após a seleção busque a “fortuna crítica” da obra. O que já foi escrito e dialogue com seu texto;

4) Apresente uma discussão relacionando sua inserção no “mundo da arte” considerando outras obras do artista ou as possíveis relações estabelecidas.

Obras e artistas selecionados:

1) Francisco de Paula Rocha; Casa dos Inconfidentes. Óleo Sobre Tela.

2) YOSHITOME, Yo. Dramaturgia II.1965.Tinta a óleo sobre tela.119 x 143 cm.1º Prêmio de Pintura, XX.

3) WEISSMANN, Franz Joseph Sem título.s.d..Alumínio.126 x 190 x 57 cm. Prêmio Prefeitura de Horizonte, V SNA/PBH, 1973.

4) PAULA Filho, Eduardo Vianna de Flutuação III 1968 Tinta acrílica sobre tela 99 x 80 cm 1º Prêmio XXIII SMBA/PBH;

5) ROCHA, Francisco. Casa dos Inconfidentes. Óleo Sobre Tela. Sem Data.

6) DI CAVALCANTI Tempos Modernos 1961 óleo sobre tela 83,5 x 64 cm;

7) SOARES, Teresinha Correa Guerra é Guerra – Vamos Sambar 1968 Tinta vinílica sobre compensado sobre relevo de suporte tipo Duratex 117 x 150 x 4,5 cm 2º Prêmio de Escultura, XXIII SMBA/PBH, 1968.

8) MAIOLINO, Anna Maria. Espaço Costurado. 1973. Tinta vinílica e cordão de naylon sobre suporte tipo Eucatex recortado 68,5 x 69 cm Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte, V SNA/PBH, 1973.

9) ESTEVES, Honório. Auto Retrato. Oleo sobre tela, 1886;

10) CASTAÑO, José Orlando Rins s.d. Tinta acrílica e grafite sobre papel kraft 97,3 x 163 cm Grande Prêmio Cidade de Belo Horizonte, 16° SNA/PBH: O Homem, 1984.

11) SERPA, Ivan Ferreira Pintura 1964 Tinta a óleo sobre tela 175 x 199 cm Premiação, XX SMBAPBH, 196

12) ESPÍNDOLA, Humberto Augusto Miranda Bovinocultura e/ou Circunstância 1969 Tinta a óleo sobre tela e madeira Tríptico: 150,5 x 149,5 cm (parte I) Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte, I Salão Nacional de Arte Contemporânea, MABH, 1969.

13) JUAREZ Antunes, Jarbas Matadouro s.d. Sucata de ferro 247 x 100 x 78 cm Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte, III SNA/PBH, 1971.

14) CAMPOS, Dileny Cerne I 1968 Madeira, tinta esmalte e granito 120 x 43,5 x 63 cm 1° Prêmio de Escultura, XXIII SMBA/PBH, 1968.

15) Bento, José Franco Chaves Sem título 2002/2004 Ferro e madeira Políptico 442 partes (dimensão total de 36 x 110 x 110 cm). Doação do autor.

16) ALMEIDA, Belmiro. Má Noticia, 1897. Oleo sobre tela. 167 x 168 cm. Museu Mineiro

17) JUARES, Jarbas. Composição em Preto. 1964. Óleo, tinta automotiva e colagem sobre tela. 130 x 98 cm. Acervo do MAP

18) SECCO, Maria do Carmo. Retratos de um Album de Casamento. 1968. Esmalte, vinil e colabem sobre eucatex. 31 x 240.

19) SOARES, Teresinha Correa Corpo a Corpo in cor-pus meus 1970 (2008) Madeira, tinta vinílica, poesia 20) BRACHER JUNIOR, Frederico. Ao Piano, 1938. Oleo sobre tela. 120 x 100 cm. Museu Mineiro.

20) Campao, Jose Marques. Paisagem. 1932. Oleo sobre Tela. Museu Mineiro;

21) CAMARGO, Ibere. Estrutura I. 1961. Tinta a óleo sobre tela. 82 x 133,5 cm. Participação na Bienal de São. Paulo, 1963, e na XXXI Biennale Internazionale d’Arte di Venezia, 1962.

22) SECCO, Maria do Carmo. Retratos de um Album de Casamento. 1968. Esmalte, vinil e colagem eucatex

Textos de Crítica de Arte para Análise

PEDROSA, Mário; AMARAL, Aracy A. A missa de Portinari. In_Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo_ Perspecticva, 1981. 421p

PEDROSA, Mário; AMARAL, Aracy A. A Primeira Bienal I. In_Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo_ Perspecticva, 1981. 421p3

PEDROSA, Mário; AMARAL, Aracy A. Introito à Bienal. IN_Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo_Perspecticva, 1981. 421p

PEDROSA, Mário; AMARAL, Aracy A. A Bienal de São Paulo II. In Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo_ Perspecticva, 1981. 421p

PEDROSA, M. Do Porco emparalhado. Mundo, homem, arte em crise. São Paulo Editora Prespectiva, 1975.

COCCHIARALE, Fernando; GEIGER, Anna Bella. Introdução. IN Abstracionismo geometrico e informal_ a vanguarda brasileira nos anos cinquenta. Rio de Janeiro_ Instituto Nacional de Arte.

MILLIET, S. A pintura norte-americana bosquejo da evolução da pintura nos EE. UU. [s.l.] Livraria Martins Editora, 1943. p. 35 II

Rafael Detomi Wolbert – Kandinsky, Wassily. Murnau – Paisagem Estival.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS

DISCIPLINA: CRÍTICA DAS ARTES VISUAIS

PROFESSOR: Rodrigo Vivas

ALUNO: Rafael Detomi Wolbert

DATA: 19/05/2015

Kandinsky, Wassily. Murnau – Paisagem Estival. Kandinsky: Tudo começa num ponto. Galeria do CCBB, Belo Horizonte, Maio 2015.

A obra Murnau – Paisagem estival de Wassily Kandinsky data de 1909, trata-se de pintura em óleo sobre tela do gênero paisagem constituída de grande força abstrativa, em moldura preta, moldura que não se relaciona bem com a iluminação, pois, projeta pequena sombra na parte superior da paisagem.

Murnau não contém em si caráter narrativo. Essa pintura está compreendida no período em que as obras de Kandinsky passam a se distanciar da representação realista, ali a estrutura da paisagem é considerada como menção cedendo maior espaço a toda carga expressiva que o pintor consegue depositar no registro das rápidas pinceladas, com uma paleta de cores bem resolvida e precisa a favor da captura efêmera do instante e do gênio espiritual que emana naquele desejo de composição.

Vários fatores congregam em acrescentar o valor das pinturas tal como obras de arte, dentre eles o fato das paisagens datadas no período de 1910 em Murnau, na Alemanha, marcarem na história da arte o momento de transição entre a figuração e a pintura abstrata protagonizado por Kandinsky, além do conjunto de sua obra. Por conta dessa colocação na linha da história da arte podemos também constatar que o nome por de trás das obras passa a receber ônus que perpassa pelo valor da obra de arte em si à própria figura do pintor. Ingredientes que garantem chamariz bastante popular, providenciando grande visitação de público variado.

Vasily Kandinsky, Mulheres no bosque ( Kirche ), 1907. Xilogravura – GABRIELLA SANTOS GONZAGA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS
DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL I
PROFESSOR: RODRIGO VIVAS
ALUNA: GABRIELLA SANTOS GONZAGA
OBRA: Vasily Kandinsky, Mulheres no bosque ( Kirche ), 1907. Xilogravura
A obra escolhida de Kandinsky se apresenta uma gravura como modalidade artística, pois se constituía de um tipo impressão. Gravura, provavelmente feita com uma matriz de madeira cavada e tinta nanquim, ou seja, seria uma xilogravura. Xilogravura tem um aspecto mais artesanal pelo desenho mais figurativo, pelas marcas no papel que causam a sensação de que ele foi pressionado com a matriz e a tinta nanquim.  A tinta nanquim por sua vez, causa uma cobertura opaca na superfície sobre o papel, o preto ganha a sensação de ser fosco. A xilogravura foi provavelmente feita em um suporte de papel de algodão e que é percebido pelo aspecto que causa com as marcas da matriz e a tinta nanquim. Como dimensão, a xilogravura de Kandisnsky, em várias posições de observação da obra, é melhor percebida se olhada de perto. Por se uma gravura monocromática, apenas em preto, quando nos afastamos ela se transforma em uma mancha difusa e difícil de se enxergar. Aproximando, a observação se defina mais e é possível enxergar detalhamento de profundidade no desenho. É possível, também, enxergar como a composição da gravura foi feita. Com uma figura feminina no centro que causa um movimento de expansão com os braços abertos e com outras duas figuras possivelmente masculinas se equilibrando de cada lado.

Algumas observações sobre a análise das obras

Algumas observações sobre a análise das obras:

1) Analisar a obra em suas características internas e, posteriormente, passar as questões de moldura, título, instalação da obra no espaço expográfico;

2) Evitar “argumentos circulares” como também os que podem ser induzidos pelo título da obra ou mesmo a técnica;

3) Especificar as características mencionadas na estrutura da argumentação citando obras, detalhes de obras, etc;

Improvisação 4 – Wassily Kandinsky – Caíque Gomes Ribeiro

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“Improvisação 4” é uma obra de Wassily Kandinsky feita em 1909, atualmente pertencente ao Museu Estatal de Artes de Ninji Novgorod, na Rússia. A pintura, feita a óleo sobre tela, a priori causa estranheza. Uma agonia intensa, provinda da vontade de desvendar as formas ali presentes. Uma reação usual e esperada. A maneira em que a tela foi exposta, com paredes negras e as parcas luzes incidentes na obra, tornam as cores menos vibrantes, diminuindo a potencia inicial delas. Entretanto, na medida em que observamos, a agonia dá lugar à curiosidade, ainda ingênua, de compreender e viajar nas formas, e não mais decifra-las. Neste momento em que mergulhamos nas formas, as cores, antes apenas estranhamente colocadas, ganham potencia. Potencia de transitar entre os gestos, claramente visíveis, do pincel, de maneira em que, ao nos aproximarmos, nos é revelado um novo mundo de cores, gestos e formas, sobrepostas.

As Improvisações de Kandinsky traduzem reações emocionais espontâneas, não sendo ainda, abstrações concluídas (as quais ele chama de Composições). Sabendo da realização da obra a partir de um sentimento específico, não se faz necessário estar sobre efeito do mesmo sentimento para apreender a obra. A falta de tema nas artes “não figurativas” permite caminhos variados, explorando caminhos similares à proposta do autor, ou desbravando outros inúmeros caminhos possíveis da contemplação da obra. Não saber o sentimento que ocorria em Kandinsky em momento de feitura do quadro, não impossibilita sua contemplação, e em minha opinião, facilita, pois não limita a interpretação das cores, formas e gestos como um simples código ou tabela de significados.

MARINA FERREIRA TAVARES – Quadro com Pontas

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS
DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL II
PROFESSOR: RODRIGO VIVAS
ALUNA: MARINA FERREIRA TAVARES

    A obra “Quadro com pontas” de 1919, é uma pintura que teve como material a tinta à óleo, e como base a tela.
A conclusão tirada pós observação breve é que a cor e as formas assumem um papel preponderante em toda a obra.
As cores são capazes de transmitir emoções, o fundo em tom marrom pode revelar dor e isolamento, atingindo tristeza, podem ser classificadas como profundas, no entanto, encontram-se reforçadas pelas formas.
Sobre a relação estabelecida entre a obra e o observador pode-se relatar que: O diferencial da obra é não se limitar a uma observação aproximada, o distanciamento nos faz perceber melhor a composição geral e como as cores e as formas dialogam entre si.
As formas mesmo sendo inteiramente abstratas nos deixam perceber nelas associações com objetos reais.
Enrede-se com as cores nessa tela o ponto incial em torno do qual se desenvolve a obra. Ainda sobre essa relação “obra X observador”, posso relatar que o afastamento nos permite olhar para dentro do quadro, lendo cada detalhe, observando a maior incidência de luz na parte superior, estabelecendo relações com outras partes da pintura, o que torna o quadro provocativo.

Marcella Orfanó Caetano da Silva e Pamplona – Dois Ovais

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Wassily Kandinsky

A obra Dois Ovais, de 1919, uma pintura abstrata, que teve como técnica, óleo sobre tela; conclusão tirada perante a observação de forma mais aproximada possível, lateralmente; a luz que incide diretamente na parte superior da obra, deixa evidente relevos criados pelos acúmulos de tinta, uma sensação de acetinado em toda obra junto ao relevo, pode se concluir que a mesma teve como material óleo sobe tela.

A relação obra e observador se da melhor quando o observador se afasta da obra, esse distanciamento nos faz compreender melhor a composição geral da pintura, a forma em que as cores, linhas e formas dialogam de forma equilibrada. Com a aproximação do observador, a obra tem uma leitura completamente diferente, existe um ponto de tensão evidente, uma forma negra que envolve cores vibrantes, todo o olhar é direcionado para aquele ponto de conflito, tanto pela sua forma circular, quanto pela sua cor que tem um grande peso no olhar.  Outro ponto de tensão evidente com a aproximação do observador sobre a obra, são manchas circulares  na parte inferior do quadro, manchas escuras e de tamanho significativo no canto inferior esquerdo;  essas manchas e a forma circular preta ao cento do quadro, pesa completamente  composição  da obra e direciona completamente o olhar do observador, criando um dialogo apenas entre elas e um conflito enclausuraste entre os outros elementos da obra.

Com o distanciamento do observador da obra, não existe mais um peso desproporcional que tenciona a composição, de forma a direcionar o olhar para apenas alguns focos. Existe agora uma expansão das cores, como se a obra apropriasse de todo espaço visual possível. Cores fortes que agora dialogam com as formas e linhas negras, assim como existe um equilíbrio composicional entre as manchas pretas que tencionam um ponto do olhar, mas que as cores e formas agora leva a um equilíbrio da obra.

A luz que incide de forma superior a obra, interfere sobre a massa negra de forma mais evidente, na parte superior do quadro, existe um brilho que dependendo da posição do observado, interfere na leitura da obra.

O preto que dissolve sobre o vermelho, respira no contato com o branco e azul, que logo entra em um movimento de formas e cores intensas.

Ainda sobre o distanciamento, observa se um movimento intenso em toda extensão da pintura, as linhas que direcionam o olhar para as formas escuras, que criam um ritmo com as cores, as manchas claras agora tem o mesmo peso que às escuras, criando uma área de respiro que também dialoga com as áreas de tensão da obra, o movimento é continuo e inesperado, sem uma rotina especifica, sem um movimento exatamente coreografado, mas que prende o olhar, um fluxo infinito, o tempo de observação é indeterminado,  a cada releitura da obra, se descobre novas cores, formas e um fluxo do movimento diferente. O  interrompimento da observação é forçado, uma quebra do fluxo, contrario a obra.

Artur Mesquita Bicalho – No Branco de Kandinsky

Kandinsky

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS

DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL II

PROFESSOR: Dr. Rodrigo Vivas

ALUNO: Artur Mesquita Bicalho

 No Branco

Wassily Kandinsky

A obra No Branco, feita por Wassily Kandinsky em 1920, é uma pintura à óleo, fato perceptível não só pela variedade de tratamentos permitidos por sua materialidade – mais espessa, mais plana, mais rala, com maior cobertura… –, mas também pelas rachaduras e ressecamento da obra, típicas da tinta à óleo. Também podemos ver, nas áreas com menos matéria, o relevo da tela e deduzir que foi utilizado como suporte o tecido. Apesar de os contornos, massas pictóricas, linhas, continuidades e interrupções poderem ser interpretados, em detalhe, e apenas em detalhe, como representações figurativas com diferentes graus de realismo, não podemos deduzir da obra qualquer motivo artístico, real ou imaginário, utilizado como referência para estruturação da imagem. É, portanto, uma pintura abstrata.

Um fundo branco-amarelado dá o clima da imagem e envolve seus elementos pictóricos que, centralizados, apenas duas vezes tocam as bordas da imagem – duas faixas tricolores que esmaecem à medida que avançam para as margens. Essa centralidade cria na obra uma sensação de suspensão e leveza, realçada pela predominância de tons pastéis utilizada por Kandisnky. As cores parecem lavadas, mesmo nos mais densos azuis ou vermelhos. Não há fortes marcas da pincelada, os elementos da obra são ora formas geométricas bem definidas (linhas, retângulos, curvas, faixas), ora áreas de cor com leves passagens tonais ou grandes manchas diluídas e sinuosas. Portanto, mesmo que a aproximação mais dedicada seja de interesse de um pintor que quer saber tecnicamente como foi feita a imagem, esta não oferece a degustação do gesto como nos faria, por exemplo, uma obra impressionista. No Branco é melhor apreendida se completamente dentro do campo de visão, num corpo-a-corpo de igual para igual, de maneira que a pintura não nos envolva como um quadro épico, mas também não se torne na distância um mero objeto, e sim ocupe todo o nosso plano de visão – uma tela. Destacam-se momentos como: a “bolha” marrom central e a contra-forma que a recortada por dentro, um emaranhado de linhas convergindo para um centro, recortadas por um retângulo; a malha quadriculada no canto inferior esquerdo; as duas faixas tricolores já citadas e os infinitos pequenos seres pictóricos que as circundam; o “cume” verde no canto superior direito, que contém uma sombra disforme e é sustentado por duas torres nas cores azul e laranja. Entre outros percursos do olhar, que detalhariam mais caminhos e descrições.

Diante da infinidade de elementos a serem distinguidos, reunidos, separados, justapostos, nossa percepção tende a procurar planos e suas relações de profundidade, mas a incongruência das diagonais dissolve a possibilidade de tal construção. Kandinsky constrói um universo rico de forma e de cor. Ao mesmo tempo que está aberto, é convidativo, colorido e multiforme, também nos repele, pois em nada podemos prontamente nos identificar. A cada segundo buscam-se associações antropomórficas, zoomórficas, vêem-se paisagens e habitações, mas o conjunto da obra sempre devolve sua realidade, a de uma flutuação de coisas. E todas essas coisas são pura e simplesmente – nisso sua grandeza – pintura.

Introdução à História da Arte – Mini-Curso no Centro Cultural UFMG

mini curso historia da arte

Prorrogadas as inscrições para a oficina “Introdução à História da Arte em Belo Horizonte”, até o dia 18 de maio, próxima segunda-feira”.

Alguns esclarecimentos:
1) Os estudantes poderão pagar uma taxa simbólica de 5 reais ou pedir isenção total;
2) Os estudantes que fizerem a inscrição assumirão o compromisso de comparecem tendo em vista que temos um número limitado de vagas;
3) O Centro Cultural UFMG poderá fornecer certificados para os interessados;
4) Os alunos que fizeram inscrição mediante a pagamento poderão requisitar o ressarcimento;
5) O valor das inscrições serão utilizados nos projetos do Centro Cultural UFMG;

Aula do dia 13 de maio

Caros alunos e demais interessados em História da Arte na década de 1960

No próximo encontro receberemos a Pesquisadora Nelyane Gonçalves Santos. Mestre em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais defendeu a dissertação: A HISTÓRIA DA ARTE DE BELO HORIZONTE A PARTIR DE OBRAS DOS SALÕES MUNICIPAIS ENTRE 1964 E 1968.

A palestra será aberta aos interessados  e ocorrerá no dia 13 de maio as 14 horas na Sala 2005 da Escola de Belas Artes da UFMG.

A dissertação pode ser acessada em:

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/EBAC-9Q6NHL/dissert_nelyane_definitivo.pdf?sequence=1

Abraços do Rodrigo Vivas

Luiz Pontel – O Rio no Verão – 1901 – 1903

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A obra O Rio no Verão, de Kandinsky, é uma pintura à óleo, com um aspecto levemente brilhante que faz parecer tinta acrílica quando vista de longe, é necessária uma aproximação para se notar certas particularidades da tinta a óleo, como a vibração mais contida em áreas com menos texturas e uma dissolução mais característica principalmente na figuração do reflexo no rio. As pinceladas curtas, mas de ritmo contínuo, resolvem as figurações sem muitos detalhes fazendo com que a obra possa ser observada também de longe sem muitos esforços. A madeira compensada em que a obra foi pintada revela-se nas nuanças das nuvens e no reflexo do lago colorindo o mesmo espaço refletido. A obra mede aproximadamente 20 cm x 30cm e mesmo resolvendo-se para ser observada de certa distância no que se refere a figuração, provoca a curiosidade para ser vista de perto, mostrando uma riqueza de detalhes e texturas advindas da gestualidade do artista.

Essa pintura figurativa de paisagem cria com suas pinceladas curtas, espessas e volumosas um ritmo na composição da imagem muito presente em outras obras abstratas de Kandinsky. Apesar de primar pela simplificação da forma, a variação cromática e o gesto do pintor, criam todo um movimento nos elementos da pintura, como se pode notar nas formas irregulares dos reflexos no rio e na variação de direção nas pinceladas das folhas sobre ele.

Artes Visuais no Brasil II – 2015 –

Cronograma:

Textos obrigatórios de formação básica:

Os textos abaixo são importantes para a compreensão do campo de estudo da história da arte. Estou disponibilizando para download. Escolha um dos textos para a discussão da aula do dia 30 de abril.

O texto abaixo – Da Narrativa Comum à História da Arte Acadêmica: uma proposta metodológica é bastante simples e pode ser lido para alimentar a discussão.

VIVAS, Rodrigo; MAV. Da narrativa comum à história da arte acadêmica: uma proposta metodológica.

BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.

GINZBURG, Carlo. De A. Warburg a E.H.Gombrich. Notas sobre um problema de método. In: Mitos, emblemas, sinais: Morfologia e História. 1ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 1990

Vivas, Rodrigo . O que queremos dizer quando falamos em História da Arte no Brasil. Revista Científica/FAP (Curitiba. Impresso), v. 11, p. 94-114, 2011.

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/extensao/Arquivos2011/Revista%20Cinetifica%20FAP/Revista_Cientifica_08/RevistaCientificaFAP_Vol8_Artigo06.pdf

VIVAS, Rodrigo. A História da Arte no Brasil: aspectos da constituição da disciplina e considerações teórico-metodológicas. III Seminário Nacional de Pesquisa em Cultura Visual. 9 a 11 de junho, 2010.

https://rodrigovivas.files.wordpress.com/2012/02/a-histc3b3ria-da-arte-no-brasil-aspectos-da-constituic3a7c3a3o1.pdf

Tema 2: O mito do Modernismo em questão – 7 de maio de 2015

VALLE, Arthur Gomes. A pintura da Escola Nacional de Belas Artes na 1 República (1890-1930): da formação do artista aos seus Modos estilísticos. Rio de Janeiro: UFRJ/EBA, 2007. Tese de Doutorado.

CHIARELLI, Domingos Tadeu . Tropical, de Anita Malfatti. Novos Estudos. CEBRAP, v. 80, p. 163-172, 2008.

Os pintores fundadores de Belo Horizonte

ALMEIDA, Marcelina das Graças de. Belo Horizonte, arraial e metrópole: memória das artes plásticas na capital mineira. In: RIBEIRO, Marília Andrés. Um século de história das artes plásticas em Belo Horizonte. Belo Horizonte. C/Arte e Fundação João Pinheiro, 1997.

Tema 3: Arte Brasileira, Arte no Brasil ou Arte Internacional Brasileira – 14/05/2015

CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002

NAVES, Rodrigo. A forma difícil_ ensaios sobre arte brasileira. São Paulo_ Ática, 1996. 285p

Programa de Curso: Artes Visuais no Brasil II

Cronograma de Curso:

08/08/2014 – Apresentação do Programa de Curso.

22/08/2014 – Leituras obrigatórias

VIVAS, Rodrigo; MAV. UMA INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS DA HISTÓRIA DA ARTE: POR UMA NARRATIVA FORA DO EIXO. (disponível no moodle);

CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002. (disponível no moodle).

29/08 – Não teremos aula. Congresso do Comitê Brasileiro de História da Arte

5/09 – NAVES, Rodrigo.  Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. (disponível no moodle).

12/09 – VIVAS, Rodrigo. Introdução do Livro e 1 capítulo. Aníbal Mattos: o pintor inaugural e a tradição visual. In: Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/Arte, 2012. p. 31-64.