Seleção de Bolsa de Pesquisa

Seleção para Bolsa de Pesquisa para alunos da UFMG:
Projeto: Memória das Artes Visuais de Belo Horizonte​
Cursos: Artes Visuais, História, Conservação, Museologia, Arquitetura e áreas afins;
Área da Pesquisa: História da Arte em Belo Horizonte
Dedicação: 20 horas semanais
Maiores informações sobre o Projeto:
http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4176830120741602
http://www.rodrigovivas.com

Enviar currículo para rodvivas@gmail.com
Data limite: 19 de junho.

Maiores informações poderão ser obtidas pelo email rodvivas@gmail.com
Abraços do Rodrigo Vivas

Rafael Detomi Wolbert – Kandinsky, Wassily. Murnau – Paisagem Estival.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS

DISCIPLINA: CRÍTICA DAS ARTES VISUAIS

PROFESSOR: Rodrigo Vivas

ALUNO: Rafael Detomi Wolbert

DATA: 19/05/2015

Kandinsky, Wassily. Murnau – Paisagem Estival. Kandinsky: Tudo começa num ponto. Galeria do CCBB, Belo Horizonte, Maio 2015.

A obra Murnau – Paisagem estival de Wassily Kandinsky data de 1909, trata-se de pintura em óleo sobre tela do gênero paisagem constituída de grande força abstrativa, em moldura preta, moldura que não se relaciona bem com a iluminação, pois, projeta pequena sombra na parte superior da paisagem.

Murnau não contém em si caráter narrativo. Essa pintura está compreendida no período em que as obras de Kandinsky passam a se distanciar da representação realista, ali a estrutura da paisagem é considerada como menção cedendo maior espaço a toda carga expressiva que o pintor consegue depositar no registro das rápidas pinceladas, com uma paleta de cores bem resolvida e precisa a favor da captura efêmera do instante e do gênio espiritual que emana naquele desejo de composição.

Vários fatores congregam em acrescentar o valor das pinturas tal como obras de arte, dentre eles o fato das paisagens datadas no período de 1910 em Murnau, na Alemanha, marcarem na história da arte o momento de transição entre a figuração e a pintura abstrata protagonizado por Kandinsky, além do conjunto de sua obra. Por conta dessa colocação na linha da história da arte podemos também constatar que o nome por de trás das obras passa a receber ônus que perpassa pelo valor da obra de arte em si à própria figura do pintor. Ingredientes que garantem chamariz bastante popular, providenciando grande visitação de público variado.

Vasily Kandinsky, Mulheres no bosque ( Kirche ), 1907. Xilogravura – GABRIELLA SANTOS GONZAGA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS
DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL I
PROFESSOR: RODRIGO VIVAS
ALUNA: GABRIELLA SANTOS GONZAGA
OBRA: Vasily Kandinsky, Mulheres no bosque ( Kirche ), 1907. Xilogravura
A obra escolhida de Kandinsky se apresenta uma gravura como modalidade artística, pois se constituía de um tipo impressão. Gravura, provavelmente feita com uma matriz de madeira cavada e tinta nanquim, ou seja, seria uma xilogravura. Xilogravura tem um aspecto mais artesanal pelo desenho mais figurativo, pelas marcas no papel que causam a sensação de que ele foi pressionado com a matriz e a tinta nanquim.  A tinta nanquim por sua vez, causa uma cobertura opaca na superfície sobre o papel, o preto ganha a sensação de ser fosco. A xilogravura foi provavelmente feita em um suporte de papel de algodão e que é percebido pelo aspecto que causa com as marcas da matriz e a tinta nanquim. Como dimensão, a xilogravura de Kandisnsky, em várias posições de observação da obra, é melhor percebida se olhada de perto. Por se uma gravura monocromática, apenas em preto, quando nos afastamos ela se transforma em uma mancha difusa e difícil de se enxergar. Aproximando, a observação se defina mais e é possível enxergar detalhamento de profundidade no desenho. É possível, também, enxergar como a composição da gravura foi feita. Com uma figura feminina no centro que causa um movimento de expansão com os braços abertos e com outras duas figuras possivelmente masculinas se equilibrando de cada lado.

Improvisação 4 – Wassily Kandinsky – Caíque Gomes Ribeiro

improvisação 4

“Improvisação 4” é uma obra de Wassily Kandinsky feita em 1909, atualmente pertencente ao Museu Estatal de Artes de Ninji Novgorod, na Rússia. A pintura, feita a óleo sobre tela, a priori causa estranheza. Uma agonia intensa, provinda da vontade de desvendar as formas ali presentes. Uma reação usual e esperada. A maneira em que a tela foi exposta, com paredes negras e as parcas luzes incidentes na obra, tornam as cores menos vibrantes, diminuindo a potencia inicial delas. Entretanto, na medida em que observamos, a agonia dá lugar à curiosidade, ainda ingênua, de compreender e viajar nas formas, e não mais decifra-las. Neste momento em que mergulhamos nas formas, as cores, antes apenas estranhamente colocadas, ganham potencia. Potencia de transitar entre os gestos, claramente visíveis, do pincel, de maneira em que, ao nos aproximarmos, nos é revelado um novo mundo de cores, gestos e formas, sobrepostas.

As Improvisações de Kandinsky traduzem reações emocionais espontâneas, não sendo ainda, abstrações concluídas (as quais ele chama de Composições). Sabendo da realização da obra a partir de um sentimento específico, não se faz necessário estar sobre efeito do mesmo sentimento para apreender a obra. A falta de tema nas artes “não figurativas” permite caminhos variados, explorando caminhos similares à proposta do autor, ou desbravando outros inúmeros caminhos possíveis da contemplação da obra. Não saber o sentimento que ocorria em Kandinsky em momento de feitura do quadro, não impossibilita sua contemplação, e em minha opinião, facilita, pois não limita a interpretação das cores, formas e gestos como um simples código ou tabela de significados.

MARINA FERREIRA TAVARES – Quadro com Pontas

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS
DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL II
PROFESSOR: RODRIGO VIVAS
ALUNA: MARINA FERREIRA TAVARES

    A obra “Quadro com pontas” de 1919, é uma pintura que teve como material a tinta à óleo, e como base a tela.
A conclusão tirada pós observação breve é que a cor e as formas assumem um papel preponderante em toda a obra.
As cores são capazes de transmitir emoções, o fundo em tom marrom pode revelar dor e isolamento, atingindo tristeza, podem ser classificadas como profundas, no entanto, encontram-se reforçadas pelas formas.
Sobre a relação estabelecida entre a obra e o observador pode-se relatar que: O diferencial da obra é não se limitar a uma observação aproximada, o distanciamento nos faz perceber melhor a composição geral e como as cores e as formas dialogam entre si.
As formas mesmo sendo inteiramente abstratas nos deixam perceber nelas associações com objetos reais.
Enrede-se com as cores nessa tela o ponto incial em torno do qual se desenvolve a obra. Ainda sobre essa relação “obra X observador”, posso relatar que o afastamento nos permite olhar para dentro do quadro, lendo cada detalhe, observando a maior incidência de luz na parte superior, estabelecendo relações com outras partes da pintura, o que torna o quadro provocativo.