Arquivo da categoria: Artes Visuais no Brasil I

Vasily Kandinsky, Mulheres no bosque ( Kirche ), 1907. Xilogravura – GABRIELLA SANTOS GONZAGA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS
DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL I
PROFESSOR: RODRIGO VIVAS
ALUNA: GABRIELLA SANTOS GONZAGA
OBRA: Vasily Kandinsky, Mulheres no bosque ( Kirche ), 1907. Xilogravura
A obra escolhida de Kandinsky se apresenta uma gravura como modalidade artística, pois se constituía de um tipo impressão. Gravura, provavelmente feita com uma matriz de madeira cavada e tinta nanquim, ou seja, seria uma xilogravura. Xilogravura tem um aspecto mais artesanal pelo desenho mais figurativo, pelas marcas no papel que causam a sensação de que ele foi pressionado com a matriz e a tinta nanquim.  A tinta nanquim por sua vez, causa uma cobertura opaca na superfície sobre o papel, o preto ganha a sensação de ser fosco. A xilogravura foi provavelmente feita em um suporte de papel de algodão e que é percebido pelo aspecto que causa com as marcas da matriz e a tinta nanquim. Como dimensão, a xilogravura de Kandisnsky, em várias posições de observação da obra, é melhor percebida se olhada de perto. Por se uma gravura monocromática, apenas em preto, quando nos afastamos ela se transforma em uma mancha difusa e difícil de se enxergar. Aproximando, a observação se defina mais e é possível enxergar detalhamento de profundidade no desenho. É possível, também, enxergar como a composição da gravura foi feita. Com uma figura feminina no centro que causa um movimento de expansão com os braços abertos e com outras duas figuras possivelmente masculinas se equilibrando de cada lado.

Improvisação 4 – Wassily Kandinsky – Caíque Gomes Ribeiro

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“Improvisação 4” é uma obra de Wassily Kandinsky feita em 1909, atualmente pertencente ao Museu Estatal de Artes de Ninji Novgorod, na Rússia. A pintura, feita a óleo sobre tela, a priori causa estranheza. Uma agonia intensa, provinda da vontade de desvendar as formas ali presentes. Uma reação usual e esperada. A maneira em que a tela foi exposta, com paredes negras e as parcas luzes incidentes na obra, tornam as cores menos vibrantes, diminuindo a potencia inicial delas. Entretanto, na medida em que observamos, a agonia dá lugar à curiosidade, ainda ingênua, de compreender e viajar nas formas, e não mais decifra-las. Neste momento em que mergulhamos nas formas, as cores, antes apenas estranhamente colocadas, ganham potencia. Potencia de transitar entre os gestos, claramente visíveis, do pincel, de maneira em que, ao nos aproximarmos, nos é revelado um novo mundo de cores, gestos e formas, sobrepostas.

As Improvisações de Kandinsky traduzem reações emocionais espontâneas, não sendo ainda, abstrações concluídas (as quais ele chama de Composições). Sabendo da realização da obra a partir de um sentimento específico, não se faz necessário estar sobre efeito do mesmo sentimento para apreender a obra. A falta de tema nas artes “não figurativas” permite caminhos variados, explorando caminhos similares à proposta do autor, ou desbravando outros inúmeros caminhos possíveis da contemplação da obra. Não saber o sentimento que ocorria em Kandinsky em momento de feitura do quadro, não impossibilita sua contemplação, e em minha opinião, facilita, pois não limita a interpretação das cores, formas e gestos como um simples código ou tabela de significados.

MARINA FERREIRA TAVARES – Quadro com Pontas

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS
DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL II
PROFESSOR: RODRIGO VIVAS
ALUNA: MARINA FERREIRA TAVARES

    A obra “Quadro com pontas” de 1919, é uma pintura que teve como material a tinta à óleo, e como base a tela.
A conclusão tirada pós observação breve é que a cor e as formas assumem um papel preponderante em toda a obra.
As cores são capazes de transmitir emoções, o fundo em tom marrom pode revelar dor e isolamento, atingindo tristeza, podem ser classificadas como profundas, no entanto, encontram-se reforçadas pelas formas.
Sobre a relação estabelecida entre a obra e o observador pode-se relatar que: O diferencial da obra é não se limitar a uma observação aproximada, o distanciamento nos faz perceber melhor a composição geral e como as cores e as formas dialogam entre si.
As formas mesmo sendo inteiramente abstratas nos deixam perceber nelas associações com objetos reais.
Enrede-se com as cores nessa tela o ponto incial em torno do qual se desenvolve a obra. Ainda sobre essa relação “obra X observador”, posso relatar que o afastamento nos permite olhar para dentro do quadro, lendo cada detalhe, observando a maior incidência de luz na parte superior, estabelecendo relações com outras partes da pintura, o que torna o quadro provocativo.

Marcella Orfanó Caetano da Silva e Pamplona – Dois Ovais

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Wassily Kandinsky

A obra Dois Ovais, de 1919, uma pintura abstrata, que teve como técnica, óleo sobre tela; conclusão tirada perante a observação de forma mais aproximada possível, lateralmente; a luz que incide diretamente na parte superior da obra, deixa evidente relevos criados pelos acúmulos de tinta, uma sensação de acetinado em toda obra junto ao relevo, pode se concluir que a mesma teve como material óleo sobe tela.

A relação obra e observador se da melhor quando o observador se afasta da obra, esse distanciamento nos faz compreender melhor a composição geral da pintura, a forma em que as cores, linhas e formas dialogam de forma equilibrada. Com a aproximação do observador, a obra tem uma leitura completamente diferente, existe um ponto de tensão evidente, uma forma negra que envolve cores vibrantes, todo o olhar é direcionado para aquele ponto de conflito, tanto pela sua forma circular, quanto pela sua cor que tem um grande peso no olhar.  Outro ponto de tensão evidente com a aproximação do observador sobre a obra, são manchas circulares  na parte inferior do quadro, manchas escuras e de tamanho significativo no canto inferior esquerdo;  essas manchas e a forma circular preta ao cento do quadro, pesa completamente  composição  da obra e direciona completamente o olhar do observador, criando um dialogo apenas entre elas e um conflito enclausuraste entre os outros elementos da obra.

Com o distanciamento do observador da obra, não existe mais um peso desproporcional que tenciona a composição, de forma a direcionar o olhar para apenas alguns focos. Existe agora uma expansão das cores, como se a obra apropriasse de todo espaço visual possível. Cores fortes que agora dialogam com as formas e linhas negras, assim como existe um equilíbrio composicional entre as manchas pretas que tencionam um ponto do olhar, mas que as cores e formas agora leva a um equilíbrio da obra.

A luz que incide de forma superior a obra, interfere sobre a massa negra de forma mais evidente, na parte superior do quadro, existe um brilho que dependendo da posição do observado, interfere na leitura da obra.

O preto que dissolve sobre o vermelho, respira no contato com o branco e azul, que logo entra em um movimento de formas e cores intensas.

Ainda sobre o distanciamento, observa se um movimento intenso em toda extensão da pintura, as linhas que direcionam o olhar para as formas escuras, que criam um ritmo com as cores, as manchas claras agora tem o mesmo peso que às escuras, criando uma área de respiro que também dialoga com as áreas de tensão da obra, o movimento é continuo e inesperado, sem uma rotina especifica, sem um movimento exatamente coreografado, mas que prende o olhar, um fluxo infinito, o tempo de observação é indeterminado,  a cada releitura da obra, se descobre novas cores, formas e um fluxo do movimento diferente. O  interrompimento da observação é forçado, uma quebra do fluxo, contrario a obra.

Artur Mesquita Bicalho – No Branco de Kandinsky

Kandinsky

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE BELAS ARTES – DEPARTAMENTO DE ARTES PLÁSTICAS

DISCIPLINA: ARTES VISUAIS NO BRASIL II

PROFESSOR: Dr. Rodrigo Vivas

ALUNO: Artur Mesquita Bicalho

 No Branco

Wassily Kandinsky

A obra No Branco, feita por Wassily Kandinsky em 1920, é uma pintura à óleo, fato perceptível não só pela variedade de tratamentos permitidos por sua materialidade – mais espessa, mais plana, mais rala, com maior cobertura… –, mas também pelas rachaduras e ressecamento da obra, típicas da tinta à óleo. Também podemos ver, nas áreas com menos matéria, o relevo da tela e deduzir que foi utilizado como suporte o tecido. Apesar de os contornos, massas pictóricas, linhas, continuidades e interrupções poderem ser interpretados, em detalhe, e apenas em detalhe, como representações figurativas com diferentes graus de realismo, não podemos deduzir da obra qualquer motivo artístico, real ou imaginário, utilizado como referência para estruturação da imagem. É, portanto, uma pintura abstrata.

Um fundo branco-amarelado dá o clima da imagem e envolve seus elementos pictóricos que, centralizados, apenas duas vezes tocam as bordas da imagem – duas faixas tricolores que esmaecem à medida que avançam para as margens. Essa centralidade cria na obra uma sensação de suspensão e leveza, realçada pela predominância de tons pastéis utilizada por Kandisnky. As cores parecem lavadas, mesmo nos mais densos azuis ou vermelhos. Não há fortes marcas da pincelada, os elementos da obra são ora formas geométricas bem definidas (linhas, retângulos, curvas, faixas), ora áreas de cor com leves passagens tonais ou grandes manchas diluídas e sinuosas. Portanto, mesmo que a aproximação mais dedicada seja de interesse de um pintor que quer saber tecnicamente como foi feita a imagem, esta não oferece a degustação do gesto como nos faria, por exemplo, uma obra impressionista. No Branco é melhor apreendida se completamente dentro do campo de visão, num corpo-a-corpo de igual para igual, de maneira que a pintura não nos envolva como um quadro épico, mas também não se torne na distância um mero objeto, e sim ocupe todo o nosso plano de visão – uma tela. Destacam-se momentos como: a “bolha” marrom central e a contra-forma que a recortada por dentro, um emaranhado de linhas convergindo para um centro, recortadas por um retângulo; a malha quadriculada no canto inferior esquerdo; as duas faixas tricolores já citadas e os infinitos pequenos seres pictóricos que as circundam; o “cume” verde no canto superior direito, que contém uma sombra disforme e é sustentado por duas torres nas cores azul e laranja. Entre outros percursos do olhar, que detalhariam mais caminhos e descrições.

Diante da infinidade de elementos a serem distinguidos, reunidos, separados, justapostos, nossa percepção tende a procurar planos e suas relações de profundidade, mas a incongruência das diagonais dissolve a possibilidade de tal construção. Kandinsky constrói um universo rico de forma e de cor. Ao mesmo tempo que está aberto, é convidativo, colorido e multiforme, também nos repele, pois em nada podemos prontamente nos identificar. A cada segundo buscam-se associações antropomórficas, zoomórficas, vêem-se paisagens e habitações, mas o conjunto da obra sempre devolve sua realidade, a de uma flutuação de coisas. E todas essas coisas são pura e simplesmente – nisso sua grandeza – pintura.

Introdução à História da Arte – Mini-Curso no Centro Cultural UFMG

mini curso historia da arte

Prorrogadas as inscrições para a oficina “Introdução à História da Arte em Belo Horizonte”, até o dia 18 de maio, próxima segunda-feira”.

Alguns esclarecimentos:
1) Os estudantes poderão pagar uma taxa simbólica de 5 reais ou pedir isenção total;
2) Os estudantes que fizerem a inscrição assumirão o compromisso de comparecem tendo em vista que temos um número limitado de vagas;
3) O Centro Cultural UFMG poderá fornecer certificados para os interessados;
4) Os alunos que fizeram inscrição mediante a pagamento poderão requisitar o ressarcimento;
5) O valor das inscrições serão utilizados nos projetos do Centro Cultural UFMG;